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Eflúvio Telógeno

Eflúvio Telógeno

Desde o início da humanidade o homem já se preocupava com os seus cabelos. Biologicamente o cabelo servia de proteção do crânio e aquecimento do corpo. Mas sua definição vai bem além das definições físicas.

O cabelo além de desempenhar um adorno sexual, é uma das mais importantes expressão de beleza e auto estima, se percebemos que nossos cabelos estão caindo em excesso entramos em desespero.

Até o século XIX não se conhecia o mecanismo de perda e reposição de pelos, em 1891, Adeodato Garcia pela primeira vez descreveu o ciclo biológico do pelo.

O ciclo biológico do pelo ou ciclo de vida do cabelo está dividido em três fases: 

Fase de crescimento ou fase anágena, transição ou catágena e a repouso que é a telógena, culminado para sua queda e substituição por um novo fio anágeno.

Mas o que é eflúvio telógeno?

Para entendemos melhor, o Autor Kilgman em 1961 descreveu pela primeira vez que se trata de uma tricose, que é a queda de cabelos abrupta, intensa, chegando a cai até 600 fios por dia, com duração de três até seis meses após um agente desencadeante, que pode ser por um medicamento, febre, infecções, estresse físico ou emocional e outros. Existe uma parada abrupta da fase anágena, com a formação de cabelos telógeno sem grande quantidade, que caem após alguns meses, podendo cair até 80% dos cabelos.

Também tem outros fatores que podem desencadear o ET (Eflúvio Telógeno), como o estresse causado por acidentes, separação conjugal, morte de parentes ou amigos e perda de empregos. Eventos pontuais, como cirurgias agressivas tipo bariátrica, outro fator muito conhecido é o pós-parto, e uma das causas muito frequentes são os medicamentos, podem fazer o cabelo cair mas do que o normal, porque desequilibram o organismo, explica á Dra. Alessandra Anzai, dermatologista da SBD-RESP.

Cerca de 30% dos pacientes com ET podem sentir dor no couro cabeludo, que é a tricodínia, curiosamente em alguns casos o paciente pode ter aumento de caspa e prurido antes do aparecimento do ET. Em fase aguda, o ET pode ser confundido com alopecia androgênica de padrão difuso.

O eflúvio telógeno agudo, geralmente, cessa sozinho e dura menos de seis meses. Por outro lado, queda acentuada durante mais de seis meses pode indicar eflúvio telógeno crônico. “Aí, é preciso investigar a razão. Pode ser, por exemplo, uma doença autoimune, anemia ou desnutrição, condições que precisam ser tratadas ou controladas” diz a Drª Alessandra, que é colaboradora do Ambulatório de Tricologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP).

Como é o tratamento?

Geralmente, o eflúvio telógeno crônico tem duas abordagens terapêuticas: tratar o problema de saúde que está causando a queda (o que pode envolver profissionais de outras especialidades que não a Dermatologia) e, em alguns casos, a utilização de vitaminas e de fármacos para fortalecer e estimular o crescimento dos fios. A consulta com o dermatologista é importante para confirmar se a queda é um eflúvio telógeno e se há outras condições associadas que podem atrapalhar a recuperação dos fios.

Há medicamentos e produtos que auxiliam no processo de fortificação dos fios e crescimento.

Além disso, caso seja indicado pelo médico especialista, ou tricologista o problema pode ser tratado com luz de LED, LASER e microagulhamento ou Microinfusões de medicamentos na região afetada. Desse modo, melhora a absorção dos princípios ativos e acelera o processo de ganho dos fios, de maneira segura e eficaz.

Atualmente, o tratamento de cabelos com LED ou Laser vem se tornando quase obrigatório. Ele é indicado por dermatologistas do mundo inteiro, recomendado por tricologistas e terapeutas capilares, definitivamente é uma poderosa arma contra a queda de cabelo e para melhora da qualidade dos fios.

A radiação emitida por esses equipamentos é absorvida pela raiz do fio. Funciona como um adubo potente estimulando o folículo piloso a trabalhar mais.

A LEDterapia é uma ótima recomendação para o eflúvio telógeno. Cessa a queda em poucos dias, acelera o crescimento capilar, além de deixar os fios mais fortes e brilhantes.

Lembre-se de que a causa do eflúvio precisa ser combatida.

Referência:

TRATADO DAS DOENÇAS DOS CABELOS E COURO CABELUDO - TRICOLOGIA IBSN 978-85-8053-107-7 2016 by Di Livros EditoraLtda

https://clinicaideal.med.br/dermatologia-capilar/efluvio-telogeno/

https://www.sbd-sp.org.br/geral/conheca-o-efluvio-telogeno-um-tipo-de-queda-de-cabelo/

 

Educadores da Beleza - Comunidade de Colorimetria Avançada
Verônica Martins
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Sou cabeleireira, Colorimetrista, Pós graduação em tricologia e também sou Terapeuta Capilar! Minha missão é entregar um trabalho de qualidade devolvendo auto estima dentro dos limites do conselho de classe, tanto na transformação e na saúde.

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