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Desafio do novo momento da profissão

Desafio do novo momento da profissão

Cabelos que já não se comportam mais como cabelos, o que fazer? Qual o caminho?

Olá amigos cabeleireiros, coloristas e colometristas, falarei em meu primeiro post, sobre um assunto que será  decisivo para quem deseja continuar a trabalhar no mundo do cabelo, no mundo das cores, é algo real que devemos pensar com atenção!!!

Vivemos um momento novo, o mundo está diferente, tudo mudou, principalmente relacionado a vida, afinal estamos passamos por uma pandemia, reaprendendo novos conceitos, pois o que era antes normal, hoje já não é mais, não é mesmo?

Mas o que isso tem a ver com nossa profissão? Pandemia, cabelo que não é cabelo, como assim? 

Calma!!! Será um mix de assuntos... no final acredito que você vai gostar!

Isso me faz pensar em relação a nossa profissão e em especial a algo que interfere radicalmente em acertamos ou não um resultado, tanto em cortes e químicas de transformação... me refiro nesse parágrafo ao fio de cabelo, estrutura com milhões de ligações químicas, etc... a matéria prima que o cabeleireiro precisa para desenvolver seu talento.

Há tempos, os esforçados, estudiosos, cabeleireiros e técnicos falam sobre como se conseguir uma cor perfeita, como conseguir toque sensorial agradável, um residual de cor uniforme para que se possa tonalizar e entregar uma cor considerada perfeita, mas como conseguir isso nos dias de hoje, onde cabelos não se comportam como cabelos? É esse o desfio que nós e os demais colegas  colorimetristas viveremos daqui para frente, isso se não entendermos de uma vez por todas o mal que os ditos alisamentos com base em "ácidos" (formol)  causam nos fios.

Pense comigo: O cabelo para se considerado cabelo, precisa ter sua estrutura física e química perfeita, se comportar de forma estrutural ao receber os cosméticos de uso profissional, tanto para transformar quanto para tratar.

Exemplo: Cutículas, camadas externas, já o córtex, núcleo (medula), se assim você preferir chamar são camadas internas. Nessa estrutura interna encontramos a macro micro e prótons fibrilas... é um mundo complexo que encanta quem ama essa profissão, que se leva tempo para entender, tem um padrão de comportamento natural onde aceita nutrientes, se até então não forem destruídos, para que se possa de forma cosmética ser considerado normal após ser modificado.

Te pergunto: Hoje, o que mais encontramos nos cabelos ao chegarem nos salões ou olharmos nas ruas? Fios destruídos, cabelos com ácidos, cabelo com progressiva, com ditos botox, selados e acidificados ao extremo, sem mais sua estrutura química e física, cabelos que não são mais cabelos... um problema!

Os mesmos não mais respondem a tratamentos, a descolorações, o fundo de cor já não se revela como o habitual se revelaria uniforme, quando se revela fica cheio de manchas, fragilizado, algo negativo para a vida do colorimetrista que tanto estudou.

Se essa dita estrutura já não tem mais suas formas físicas e químicas como as ligações fracas (hidrogênio), intermediárias (salinas) e fortes (disufuradas), não se consegue trabalhar, não conseguiremos um fundo de cor correto, pois as reações que deveriam ter o produto, não acontecem, e diante disso ficamos sem matéria prima para trabalhar, muito menos garantir resultados, tão pouco tratar, executar um corte e ter seu caimento natural perfeito. Está virando coisa do passado, talvez essa seja a maior dificuldade para nós colorimetristas e para quem está chegando nesse mercado, conseguir o tão sonhado resultado perfeito, algo para se refletir... será que estou contribuindo para esse mal?

Imaginemos a seguinte situação: Há anos aprendemos que o cabelo tem suas variações, ele é fino, médio e grosso, que os produtos seguem variações de pH que varia de 1 ácido a 14 alcalino, e para ser considerado normal para o cabelo deve ficar entre  4,5 a 5,5, característica para ser saudável, que o fio pode ser crespo, liso, cacheado ou ondulado, tem em sua melanina natural pigmentos  glanulosos e difusos, classificados como eumelanina, feumelanina e tricosuderina. O profissional se prepara para esse desafio, afinal são variáveis de cores (resíduos da melanina natural) que varia do escuro, indo ao vermelho, chegando ao amarelo. Agora, essa variação já não é mais assim, pois o cabelo já não tem um comportamento lógico de ação a reação ao usar produtos, tudo isso devido as ditas progressivas, selagens, conforme citado acima... um desafio que já era grande e se torna enorme, algo muito preocupante, e pior, nós todos que um dia usamos, ajudamos esse mostro crescer!

Pergunto: E agora, o que faremos para mudar essa realidade? Qual será nosso papel nesse novo momento? 

Não podemos apenas nos restringir a transformar estruturas e embelezar as mulheres, temos um dever de sim, levantar a bandeira da conscientização, reeducar nossos clientes, esse será o outro desafio da minha, sua e dos outros colorimetristas, empreitada essa que não será fácil, mas teremos que conseguir!

 Mas como assim? 

Você que se esforçou para entender tudo isso, se emocionou com os vários depoimentos durante o curso, virou madrugadas, chorou pensando se iria ou não conseguir a tão sonhada graduação, se superou e concluiu o curso (digo, sua faculdade), sim pois o curso Colorimetria Avançada é sim a única faculdade real e honesta para cabeleireiro do Brasil, quem fez e faz pode falar!

Você terá mais esse desafio, primeiro continuar a busca por conhecimento, que é primordial para se destacar, segundo e tão importante quanto, é colocar em prática o aprendizado, fazendo os laboratórios, que fazem parte da grade do curso, do currículo. Mas o desafio desse novo momento será conscientizar o público, o mercado, empresas e clientes.

Para finalizar:

Um homem, um mestre que já vou dizer o nome, se dedicou a uma ideia que  acreditava, mudou a forma de ensinar a colorimetria no Brasil, mudou e resgatou auto estima e vidas de profissionais, quem sabe vai mudar o modo de ensinar colorimetria no mundo, assim espero! Criou a maior comunidade portal de estudo da América Latina, Educadores da Beleza, esse que aqui estou a falar com você, mudou vidas, derrubou mitos, tudo com educação e informações lógicas de forma simples e direta. Agora esse tem que ser nosso papel, nosso desafio é ajudar a mudar e conscientizar o nosso mercado.

PS: O nome desse mestre você sabe e conhece, Alejandro Valente!!!

Aqui fica meu agradecimento à ele, e a equipe, de tutores... estamos juntos, em breve volto aqui para outros assuntos, espero reencontrar todos vocês!

att: Cesar Augusto Divisão

Educadores da Beleza - Comunidade de Colorimetria Avançada
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