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Cosmético Orgânico ou Natural? Mito ou Verdade?

Cosmético Orgânico ou Natural? Mito ou Verdade?

Nós, colorimetristas  Carla Lopes e Cristiane Rodrigues, no intuito de informar, vamos falar um pouco sobre certas classes de produtos que estão em alta no mercado cosmético da beleza, porém, pouco se sabe ao certo e quais são as suas características. As informações a seguir, não têm como finalidade estimular ou desestimular o uso desses cosméticos, a ideia é tão somente esclarecer, para que o consumidor saiba exatamente do que se trata e não caia nas armadilhas de marketing enganoso. Entretanto, antes de começarmos a entender a classificação de produtos cosméticos orgânicos, naturais ou veganos, vamos entender a origem da palavra orgânico:

Significa que a substância possui o elemento carbono e hidrogênio, e quase todas as substâncias sintéticas encontradas nos alimentos e nos cosméticos são orgânicos. Os pesticidas e os conservantes também são componentes orgânicos, mesmo a poluição e a fumaça que sai das chaminés das indústrias são orgânicas. Esterco de vaca, ervas venenosas, petróleo bruto... são orgânicos, mas as pessoas não iriam querer um desses componentes em seus produtos faciais, cremes de tratamento e shampoos. Substâncias inorgânicas como: água, sal (cloreto de sódio) e oxigênio, são naturais puras essenciais para toda a vida humana.

Fabricantes com a intenção de potencializar suas vendas e percebendo que o consumidor possui uma compreensão errada do termo, aplicam-no para vender de tudo, incluindo vitamina e shampoo e até vitamina no shampoo.

O consumidor em geral acredita que o termo orgânico se refere a saúde e segurança, pois tem sua origem natural, outros pensam que se aplica a fabricação de produtos que não contém ingredientes artificiais ou conservantes, tendo em vista que existe um conceito dos orgânicos serem bons para a preservação do meio ambiente, embora esse conceito seja amplamente utilizado no mercado, ele não confere com os conceitos da química e química cosmetológica.

Curiosidade!

Cicuta – Wikipédia, a enciclopédia livre

Existe uma erva considerada extremamente venenosa chamada (cicuta). O famoso filósofo Sócrates foi forçado por seus inimigos a ingerir essa bebida à base de cicuta, substância orgânica que resultou em sua morte. Interessante, não é mesmo?

O que faz um Produto ser considerado orgânico, natural?

Quando se fala em cosméticos naturais ou orgânicos, pensamos em algo extraído da natureza, puro, livre de composições ou combinações sintéticas, vamos entender melhor isso. Através de alguns estudos, fontes de pesquisa com alguns profissionais na área em cosmetologia e química, bem como através da Lei da Agricultura Orgânica (10.831/2003), pode-se concluir de forma muito clara é que, aqui no Brasil, ainda não existe uma definição protegida por lei no qual regulamente um padrão cosmético que se estabeleça como produto orgânico. No entanto, o que existe, são instituições que seguindo alguns critérios e diretrizes próprios, podem analisar e se posicionar validando ou não quanto a classificação de um cosmético orgânico e natural. Essas instituições são chamadas de certificadoras, como por exemplo: ECOCERT, COSMOBIO, IBD (Instituto Biodinâmico), entre outras. Tais empresas em primeiro lugar, têm uma preocupação grande com o meio ambiente e os impactos causados pela extração de determinadas matérias primas, por isso, adotam uma série de regras específicas para determinar se um produto pode ou não ser classificado na categoria orgânica ou natural, pois as empresas certificadoras têm critérios de análises próprios para cada classificação.

O que pode ou não pode conter na composição nessa categoria de cosméticos?

As certificadoras seguem parâmetros tais como: ausência total de uso de agrotóxicos, alguns agentes fertilizantes de solo são proibidos, produção sustentável, sacrifício animal, leva em consideração como esse produto foi desenvolvido, isso inclui a minimização de água e energia, impacto ambiental, ausência total de petróleos e silicones e embalagens ecologicamente corretas. Outro fator importante é que as matérias primas também devem ser certificadas, neste caso, são submetidas aos critérios impostos pelas certificadoras e devem atender os protocolos e diretrizes das empresas a fim de receberem selo de material orgânico.

Orgânico e natural quer dizer a mesma coisa?

A diferença entre uma categoria orgânica ou natural pelas certificadoras, está na quantidade de matéria prima inserida na formulação cosmética. Um produto orgânico possui percentual consideravelmente maior de ingredientes orgânicos certificados em sua composição.

Quais são as características e exigências para se produzir cosméticos dessas classes?

Pelo IBD, um produto orgânico precisa cumprir à risca uma quantidade mínima de 95% de ingredientes orgânicos certificados e o restante dos 5% podem ser água ou qualquer outro ingrediente extraído da agricultura não certificado ou outras matérias primas indicadas para formulações orgânicas.

Os produtos classificados naturais precisam ter no mínimo 5% de um ingrediente 100% natural, orgânico, em alta concentração (puro) e o restante dos 95% podem ser água, e ingredientes extraídos de fontes naturais e vegetais, inclui ingredientes de origem animal, mediante a comprovação a não submissão do sacrifício animal.

Como o consumidor pode se certificar quando um produto é considerado orgânico ou natural?

Um produto cosmético apresenta em sua embalagem um selo que valida e certifica a classe que esse produto representa, caso contrário, há grandes chances desse produto de ser fruto de marketing duvidoso.

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Vale a pena salientar que, nem produto apresentado como orgânico na realidade é. Isso precisa ser dosado e investigado quanto a procedência deles, tendo em vista que no caso dos produtos orgânicos, o investimento para atender e garantir a certificação qualificada impostas pelas certificadoras exige uma oneração substancial e, por sua vez é repassada para o consumidor final.

  • Como já foi dito antes, tudo que contém carbono e hidrogênio é orgânico, assim como todas as coisas vivas ou que já esteve vivo. Quando se trata de produtos destinados a cabelo envolvendo cosmetologia e química acaba sendo mal empregado e apontado por empresas associando a ser um produto orgânico quando é livre de parabenos e petrolatos. Precisamos ficar atentos a esses termos, assim como, o termo vegano, pois não é bem assim como as indústrias informaram e pregam na venda de seus produtos.
  • Um produto para ser considerado vegano seu fabricante precisa comprovar o não sacrifício animal, extração de nenhum ingrediente de origem animal ou testes laboratoriais em animais, caso contrário, não serão validados pelas certificadoras.

Importante Saber!

Tecnicamente é impossível ter um cosmético, como por exemplo um shampoo 100% natural, ou orgânico, tendo em vista que para conseguir uma espuma volumosa será necessário o uso de tenso ativo (surfactante), no entanto, alguns deles passam pela triagem das certificadoras e recebem a autorização de uso. Outros fabricantes seguem as indicações das certificadoras, mas não passam pelo processo de certificação e, por isso, não podem se classificar seus produtos no mercado como orgânicos, naturais ou vegano. Quando isso acontece correm o risco de serem acionadas juridicamente. Já outras empresas cosméticas dizem que seus produtos têm uma das classificações citadas, porém não passam nem perto do que se exige para ser considerado um produto natural ou orgânico e assim fazem seu marketing enganoso. Essas também estão sujeitas as sanções jurídicas.

Quanto a ser mito ou verdade o que podemos dizer é que existe um mito marqueteiro em cima de uma verdade muito simples.

Hoje ficamos por aqui

Educadores da Beleza - Comunidade de Colorimetria Avançada
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