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Como o diagnóstico pode ajudar

Como o diagnóstico pode ajudar
Simone Grabert Melo
Feb. 14 - 6 min read
0220

Outro dia a cliente ligou para fazer um alisamento com tioglicolato de amônio, agendei um teste de mechas. Quando ela chegou notei que ela tinha coloração nos fios. Na conversa fiz algumas perguntas e ela me afirmou que o cabelo era natural, sem química nenhuma. 👀👀.

Bem, iniciei o teste sem contestar, e como previsto o cabelo falou comigo. Uns 6 centímetros o cabelo era  natural, mas o restante do comprimento e pontas, haviam sido descoloridos, o tioglicolato desbotou essa região e revelou que naquela parte o cabelo não tinha estrutura para o alisamento. Com esse fato a cliente se lembrou que uns 6 meses atrás tinha tentado clarear os fios, mas não deu certo e tinha colocado coloração preta. Ela acreditava que por ter sido há muito tempo não havia mais resíduo da química. Graças ao diagnóstico, escapei de um problemão. E você? Já ouviu falar(ou até mesmo pode ter acontecido com você) de mechas emborracharem, esquentarem, ficar em vários fundos de clareamento e o pior, mechas quebrarem. E isso não acontece somente com as mechas, mas também pode ocorrer em outros processos de transformação que fazemos no salão. Como evitar o famoso "Deu ruim"?

Foto acima- Incompatibilidade química - cabelo com descoloração e Guanidina.

O que afeta sua descoloração?

Foto acima: fundos de clareamento diferentes na mesma mecha.


DIAGNÓSTICO PRECISO.

O diagnóstico não começa com o teste de mechas, já pode começar quando a cliente manda uma mensagem querendo fazer um agendamento. Nesse primeiro momento já sabemos parte do desejo dela, e já fazemos um esboço mental do que será preciso. Às vezes, nessa conversa a cliente já fornece informações sobre o estado dos fios dela. Então já começa a coleta de informações para o diagnóstico futuro.

Diagnóstico visual - você já nota se há químicas pré-existentes, como coloração, mechas, alisamentos(ácidos ou alcalinos). Se há porosidade nos fios, se estão opacos ou brilhantes, desbotados ou com cor vibrante. Nesse momento a nossa veia "Sherlock Holmes" desperta e começamos a observar detalhes e então iniciamos um diálogo, mas ainda não chegamos no teste de mechas. Nesse ponto, você pode solicitar para a cliente preencher uma ficha de anamenese, ou você mesmo pode preenchê-la junto com a cliente. O que deve perguntar? Tudo o que for relevante para o processo que ela quer realizar:

Quais produtos ela utiliza no dia a dia nos fios?

Usa secador ou prancha com frequência?

Tem progressiva?

Tem outro tipo de alisamento?

Tem coloração? Faz em casa(a coloração) ou com um profissional?

Fez ou faz, uso de shampo anticaspa, ou para piolho?

Tem alguma lesão no couro cabeludo?

Toma algum tipo de medicamento? Para depressão ou tireoide?

Fez alguma cirurgia recente? Como bariatrica.

Tem alguma alergia?

Teve Covid recentemente?

Fez alguma dieta muito restritiva recentemente?

Esteve recentemente em praias, rios ou piscina?

Lava os fios com que frequência?

Algumas dessas perguntas, embora pessoais, são muito importantes para conhecermos o histórico desse cabelo.

Algumas anomalias no crescimento podem fazer com que os fios nasçam mais fracos e não suportem o procedimento desejado. Depois dessa conversa franca com a cliente, ainda não é o teste de mechas. É o momento de saber com clareza o que ela realmente quer.

Assim mostramos várias imagens da Internet para servir de referência, e na maioria das vezes, a própria cliente já vem com essas referências no celular, peça para ela te enviar e salve a conversa. Você também pode mostrar para ela a tabela de cores e pedir para ela mostrar 3 cores que ela gosta e 3 cores que ela não quer de jeito nenhum. Muitas clientes tem dificuldade em diferenciar o vermelho do marrom, ou um dourado do pérola.

É imprescindível que você tenha muita clareza quanto ao desejo dela, não somente da cor, mas também da quantidade dessa cor, isso vai influenciar diretamente a técnica escolhida. Será coloração? Mechas costuradas? Eriçadas? Só no contorno? Tem muitos brancos? etc.

Depois de colher tantos detalhes importantes, vamos para o tão aguardado teste de mechas.

Se ela deseja fazer mechas ou alisar com tioglicolato ou um dos hidróxidos, separe regiões estratégicas da cabeça para aplicar os produtos do teste, como por exemplo, nas parietais, e quase no topo. Esses são os lugares que são mais acessíveis à cliente e por isso mais propensos a sensibilizar. No teste de mechas deixe o produto no tempo de ação completo, assim você terá uma visão mais clara de como o cabelo se comporta. Anote o tempo do teste para não esquecer. O teste de mechas vai comprovar o diagnóstico que você já começou a fazer quando teve o primeiro contato com a cliente.

Se ela omitiu alguma informação(intencional ou não), nesse momento você vai poder avaliar se o cabelo pode passar pelo processo desejado e com qual técnica você precisa proceder.

Uma observação: se estiver realizando um teste para alisamento com tioglicolato ou um dos hidróxidos(sódio, lítio ou guanidina), espere de 3 a 7 dias para realizar o procedimento, pois pode haver reações na fibra capilar posterior ao dia do teste.

O diagnóstico não é somente o teste de mechas, envolve toda a conversa antes com a cliente, entendendo o seu real desejo e então traçando um plano de ação para alcançá-lo. Pode ser que em alguns casos o desejo da cliente possa ser alcançado em uma etapa, outros cabelos vão precisar de mais etapas, incluindo talvez tratamentos. Quando você explica para a cliente todas essas etapas ela vai confiar em você e seguir suas orientações, assim terá os resultados desejados. Ficou alguma dúvida? Me chama no direct do Instagram @simonemelo_educadora No link abaixo assista à Live "O que afeta sua descoloração?",   e terá mais detalhes sobre diagnóstico na prática.

https://www.instagram.com/tv/Cj1IY61ICJ1/?igshid=YmMyMTA2M2Y=

O que afeta sua descoloração?


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