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Coloração de duplo sentido

Coloração de duplo sentido

Ao longo dos tempos, muitos de nós aqui compramos coloração certos de que este produto também fosse um tonalizante, hoje sabemos que por trás de todas as informações, o que há na verdade é um jogo de marketing. A falta da verdade com o consumidor é tudo para fazer parecer que a empresa tem um produto que não tem e não quer fazer simplesmente por conta dos altos investimentos para a produção da linha de tonalizante.

Fomos por várias vezes orientados, das mais diversas maneiras, a manipular a coloração para que ela se tornasse tonalizante, "prepare e deixar descansar", "use na proporção 1 por 2", "dilua em água ou shampoo", "use o oxidante de baixa volumagem"... esses são alguns dos métodos de preparo para se criar um tonalizante a partir de uma coloração permanente, mas isso seria verdade?

Para entender o que diferencia um produto do outro e porque aqui estou chamando de coloração de "Duplo Sentido" vou explicar sobre a composição de cada produto.

A coloração permanente é a base de hidróxido de amônio, podendo conter de 0,6 a 0,9 por cento deste ativo em sua composição, que é o seu agente alcalino, responsável pela dilatação da cutícula quando usada com oxidante (peróxido de hidrogênio).

O tonalizante contém em sua fórmula a monoetalonamina, também chamada de  etalonamina, dietalonamina ou trietalonamina, sendo estes ativos também derivados do hidróxido de amônio, porém em versões mais suaves a depender da sua diluição no óxido de etano.  

A diluição do hidróxido de amônio em óxido de etano para se obter as etalonaminas são feitas a partir das seguintes proporções:

Etalonamina: 1 de hidróxido de amônio para 1 de óxido de etano.

Dietalonamina: 1 de hidróxido de amônio para 2 de óxido de etano.

Trietalonamina: 1 de hidróxido de amônio para 3 de óxido de etano.

A etalinamina é a mais usada atualmente nas composições dos tonalizantes.

Até aqui já está claro que um produto não deve substituir o outro simplesmente porque são fórmulas diferentes, apesar de se derivarem do mesmo princípio ativo, para ficar mais fácil na hora da escolha de cada produto vamos as respectivas indicações de uso de cada um deles:

Em que situações deve ser usado  coloração permanente?

  • Ao clarear com coloração;
  • Ao cobrir brancos (por precisar de um eriçamento da cutícula);
  • Ao escurecer ou mudar a cor de forma permanente.

Em que situações deve ser usado o tonalizante?

  • Ao escurecer o cabelo;
  • Ao reavivar a cor do cabelo;
  • Direcionar reflexo;
  • Manter o tom.

Problemas ao usar coloração como tonalizante

Ao usar a coloração para tonalizar mechas no cabelo que foi descolorido, irá sensibilizar o fio ao aplicar um produto que contém amônio, provocando mais dilatação desnecessária na cutícula que resultará num fio ressecado e poroso. Vale ressaltar também que nesse processo não será possível obedecer o tempo de pausa, pois mesmo usando oxidante de baixa volumagem, vai desbotar o natural ao lado das mechas e consequentemente não terá fixação da cor voltando ao fundo de clareamento em poucas lavagens do cabelo.

Agora que já sabemos a diferença entre coloração permanente e tonalizante e em que momentos usarmos cada um, podemos afirmar que o fato de diminuir a volumagem do oxidante não faz com que uma coloração se torne tonalizante, uma vez que esse processo não tem poder de diluir ou mesmo retirar o hidróxido de amônio existente em sua composição.     

Espero que gostem, até o próximo.

Regina Santana de Souza dos santos - Colorimetrista

 

Educadores da Beleza - Comunidade de Colorimetria Avançada
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