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Alopecia Androgenética

Alopecia Androgenética
Elaine Cynara Lima Alves
Aug. 2 - 4 min read
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A Palavra Andro vem de androgênico e a palavra Genética vem de Genis.

A perda capilar é um problema dos mais comuns que enfrentamos, e daí a importância de aprender a reconhecer os diferentes tipos de sintomas e os sinais associados a ela. O diagnóstico é eminentemente clinico que deve ser minucioso e acompanhado da investigação através da anamnese e exames físicos do couro cabeludo, observando a presença de alterações que podem estar associadas ou serem fatores agravantes. A dermatoscopia pode ser utilizada como ferramenta auxiliar, por ser rápida e não invasiva.

Alopecia androgenética é uma doença genética, porém alguns fatores podem piorar o problema, como por exemplo a menopausa e o uso de suplementação de hormônios masculinos. É uma condição progressiva que pode melhorar com o tratamento apropriado. Os objetivos do tratamento são aumentar a cobertura do couro cabeludo e retardar a progressão do afinamento. A perda capilar pode ser permanente ou temporária, ou seja, se corrigir sozinha ou ser necessário procedimentos como por exemplo a terapia capilar. Ela pode indicar problemas sistêmicos sérios que devem ser analisados cuidadosamente.

Alopecia se divide em:

Padrão clássico: Esse padrão está ligado a uma alopecia masculina, onde acontece uma diminuição do tamanho do folículo piloso, ficando assim o fio menor e menos espesso além de uma diminuição da fase Anágena. Ela acontece com uma perda inicial pela região frontal em direção ao vertiz, porém na região próximo a orelha (Occipital Temporal) não cai cabelo por não ter receptor de DHT (dihidrotestosterona). Por conta disso, quando se faz o transplante capilar, o folículo piloso é retirado dessas regiões permanecendo ativas por não ter o receptor DHT (dihidrotestosterona) onde servem de doação. E por isso que a alopecia androgenética não tem como ter uma perda total de cabelo.

Padrão difuso: É mais conhecida como um padrão feminino, que continua no seu ciclo normal e a duração das fases Anágena e Telógena continuam parecidas. O Padrão feminino não chega a uma perda total, apenas difusa da região pariental e do topo da cabeça.

Alopecia Androgenética  (AAG), também conhecida como calvície, é uma condição clínica relativamente comum na população geral, que envolve fatores hormonais e genéticos, sendo a principal responsável pela queda de cabelo em ambos os sexos.

A prevalência da AAG é maior em caucasianos aumentando com a idade, que afeta a maioria dos homens em até (70%) e boa parte das mulheres em (40%). É uma doença crônica e progressiva, que acomete indivíduos genéticamente predispostos, com uma mudança no ciclo levando à “miniaturização” dos folículos pilosos (afinamento dos fios) transformando fios terminais em velo e consequentemente a perda do volume dos cabelos em determinadas áreas do couro cabeludo.

Nos homens, acometem as têmporas (entradas) com características delineando um desenho em forma de M e na região da coroa e ambas são as regiões mais atingidas, deixando uma região lisa e brilhosa onde já não nasce mais cabelo. Enquanto nas mulheres, a AAG (alopécia androgenética) costuma ocorrer de maneira difusa, mais espalhada, afetando mais a porção central do couro cabeludo.

Estudos revelam que muitas mulheres estão apresentando rarefações masculinas nas (entradas) na frontal. Acredita-se que isso tem acontecido devido ao nível de estresse no cotidiano da mulher.

A mulher hoje enfrenta um grau de competitividade muito elevado no mercado de trabalho onde ela atua, além de outros fatores como o uso de medicamentos (efeitos colaterais), problemas hormonais, emocionais (estresse físico e mental), cosméticos agressivos como também procedimentos químicos indevidos (Progressiva e outros ácidos), alimentação inadequada ou até mesmo dietas radicais e acima de tudo a cobrança de estarem sempre lindas e perfeitas.

A mulher é feita de hormônio e paga um preço muito alto em lidar com toda essa situação. Além das causas que fazem parte desse processo de queda. A sociedade cobra uma mulher 100% perfeita, o que resulta uma grande descompensação no corpo dela e no caso em questão, no couro cabeludo.




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